Estamos perante uma expressiva manifestação da devoção popular, nascida no século XVI e XVII e desenvolvida particularmente no século XVIII, mercê das Irmandades das Almas. Na origem, ainda no século XVII, teria existido um simples nicho ou pequeno oratório neste mesmo lugar. A capela na forma atual deve-se uma ampliação, em 1785, muito provavelmente por obra de uma Irmandade das Almas existente na comunidade paroquial.
É dedicada ao Senhor dos Esquecidos, ou seja, a Cristo para quem não há esquecidos ou abandonados. Entre estes, além de familiares votados ao esquecimento, poderiam estar peregrinos de Santiago de Compostela que por aqui passavam e que faleciam e não podiam ser devolvidos aos seus. Desta forma, a comunidade local manifestava a sua solidariedade humana e comunhão fraterna, confiando-os todos com a sua oração a Cristo, salvador de todos sem exceção.
No centro da capela, no retábulo de estilo rococó, em madeira policromada, destaca-se a imagem em pedra de Jesus na cruz, o Senhor dos Esquecidos, que continua a ser objeto de grande devoção local.
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